As obras de construção dos blocos B e C do Memorial de Cacheu, financiado pela U E e a colaboração da ONG italiana AIN e da Fundação Mário Soares, estão numa fase muito avançada de acabamento. Estes blocos vão ser inaugurados no primeiro trimestre de 2018. As obras da reabilitação destes blocos iniciaram desde 2016. O bloco central A foi inaugurado em Julho de 2016.
O Memorial de Escravatura e Trafico Negreiro de Cacheu foi inaugurado
Nesta sexta-feira, 8 de Julho de 2016, a ONG AD – Acção para o Desenvolvimento em parceiria com AIN onlus, COAJOQ, Fundação Mario Soares e Governo Regional de Cacheu, inaugurou o Memorial de Escravatura e Trafico Negreiro de Cacheu, realizado no quadro do Projeto “Cacheu, Caminho de Escravos”, co-financiado pela União Europeia.
A cerimónia contou com a presença do Embaixador da União Europeia e do Ministro da Juventude Cultura e Desportos, representantes do governo regional e da comunidade de Cacheu, os parceiros da ação e representantes da sociedade civil. Além da apresentação do Memorial e a visita à exposição permanente, houve breves conferências temáticas sobre história da escravatura e do tráfico, Cacheu património histórico, dinâmicas territoriais, bem como animação de grupos culturais locais.
O Memorial de Escravatura e Trafico Negreiro de Cacheu contribui para a compreensão da identidade histórica dos africanos e dos guineenses e para a construção de uma memória partilhada que possa favorecer a justiça social e a paz. Para além do seu valor histórico e cultural, com o Memorial pretende-se tornar Cacheu um polo de atratividade turística e de dinamização comunitária, induzindo externalidades positivas à economia regional, favorecendo a apropriação dos processos de produção e promoção cultural por parte dos seus protagonistas, particularmente agentes e promotores culturais.
O projeto “Cacheu Caminho de Escravos”, implementado no período 2012-2016 pela ONG AD – Acção para o Desenvolvimento, e seus parceiros visa promover o resgate e a vulgarização da cultura e história de Cacheu; promover a cultura e a identidade local como meio de redução da pobreza, criando riqueza através de novas atividades económicas; potenciar a diversidade cultural étnica enquanto fator de paz, desenvolvimento e unidade nacional para uma imagem multicultural da Guiné-Bissau.
Comunicado de imprensa conjunto
A ONG AD-Acção para o Desenvolvimento em parceiria com AIN onlus, COAJOQ, Fundação Mario
Soares e Governo Regional de Cacheu, no dia 8 de Julho de 2016 (Sexta-feira) vai inaugurar o Memorial de
Escravatura e Trafico Negreiro de Cacheu, realizado no quadro do Projeto “Cacheu, Caminho de Escravos”,
cofinanciado pela União Europeia.
A instalação do Memorial de Escravatura e Trafico Negreiro de Cacheu permitirá contribuir para
compreensão da identidade histórica dos africanos e dos guineenses e para construção de uma memoria
partilhada que possa favorecer uma nova cultura de justiça social e de paz. Para alem do seu valor histórico e
cultural o mesmo poderá tornar-se num polo de atratividade turística e de dinamização comunitária induzindo
externalidades positivas à Economia Regional. Com este Memorial em funcionamento será melhorado o acesso
à cultura, tornando-a mais próxima das comunidades locais e da população do país e ainda melhorada a
apropriação dos processos de produção e promoção cultural, por parte dos seus protagonistas , particularmente
agentes e promotores culturais.
O projeto “Cacheu Caminho de Escravos” foi implementado no período 2012-2016 pela ONG ADAcção para o Desenvolvimento em parceiria com AIN onlus, COAJOQ, Fundação Mario Soares e Governo
Regional de Cacheu e foi cofinanciado pela União Europeia, visando: a) Promover o resgate e vulgarização da
cultura e história de Cacheu; b) Promover a cultura e identidade local como meio de redução da pobreza,
criando riqueza através de novas atividades económicas; c) Potenciar a diversidade cultural étnica enquanto
fator de paz, desenvolvimento e unidade nacional para uma imagem multicultural da Guiné-Bissau.
Inauguração do Memorial da Escravatura e Tráfico Negreiro de Cacheu
Com o apoio da União Europeia e a colaboração da ONG italiana AIN e da Fundação Mário Soares, foi reabilitado o memorial da escravatura e tráfico negreiro de Cacheu, este edifício vai ser inaugurado no próximo dia 08 de Julho de 2016 na cidade de Cacheu. As obras da reabilitação iniciaram desde 2013.
Fase final da obra do memorial de Cacheu
A obra de reabilitação do memorial de escravatura de Cacheu, que iniciou desde Outubro de 2013, está na fase final.
IVº Festival Cultural de Cacheu “ Caminho de Escravos”
Entre os dias 27 a 29 de Novembro de 2015, decorrerá na Cidade de Cacheu o IVº Festival Cultural de Cacheu, “Caminho de Escravos”, organizado pela ONG AD (Acção para o Desenvolvimento) com o apoio do Governo da Guiné-Bissau e Governo Regional de Cacheu, no quadro do Projecto “Cacheu – Caminho de Escravos. O festival pretende contribuir para promover a cultura, o património histórico e as expressões culturais, como meio de desenvolvimento económico, facilitando aos intervenientes a formação e capacitação.
Programa do Festival e Feira Agricola de Cacheu
Rita, escrava, orizicultora e inovadora
Como outros escravos levados para os Estados Unidos e o Brasil, Rita contribuiu para o desenvolvimento da cultura do arroz do outro lado do Atlântico. Nascida numa aldeia balanta nos finais do século XVIII, foi-lhe dado pelos esclavagistas o nome com que ficou na História. Ela podia ter sido um dos milhões de escravos anónimos que, pelo seu trabalho nas plantações e minas, contribuiram para a prosperidade das nações da Europa, das Américas e do mundo.
Os escravos guineenses e a gastronomia brasileira
A gastronomia está intimamente ligada à cultura de um povo. Enquanto arte, ela é uma das leituras da Sociedade. De certo modo, ela faz parte da identidade de um povo. A gastronomia é também fonte histórica porque é baseada em alimentos e culturas que viajaram muitas vezes através de séculos e, nalguns casos, através dos oceanos.. Atrás da história da gastronomia, há a história dos povos e dos países. Se um povo se orgulha da sua gastronomia, de certo modo, é porque faz parte da sua identidade. . Nesta perspectiva ela também liga povos através de histórias que, de uma forma ou de outra, contribuiram para a culinária e cultura de uma determinada região.
Memorial de Escravatura e do Tráfico Negreiro de Cacheu: as obras continuam
Uma equipa portuguesa especializada na construção de museus esteve em Cacheu de 20 a 23 de Março de 2015 para concluir os preparativos técnicos para a fase final da construção do Memorial. Tiago Serralheiro, engenheiro civil, João Carrasco, arquiteto e Joaquim Figueiras, construtor de estruturas metálicas, técnicos com larga experiência na área de reabilitação, reconversão, requalificação de edifícios e Monumentos, procederam às operações de precisão necessárias ao fabrico e montagem das estruturas da cobertura do edifício e à finalização da obra.
Quarto fórum de escravatura de Cacheu
Decorreu de 20 a 22 de Novembro de 2014 na cidade de Cacheu, o 4º fórum Cacheu caminho de escravos, financiado pela União Europeia e co-organizado pela AD e a ONG italiana AIN sob lema: A História e a cultura de Cacheu no contexto da escravatura e do tráfico negreiro. Durante este fórum que tem por objectivo enquadrar e impulsionar a História e a Cultura de Cacheu no panorama global do desenvolvimento integral e harmonioso de Cacheu, factos históricos e culturais foram debatidos em painéis.