Órgãos do Memorial

 

O Comité Diretivo, órgão central do Memorial, tem como missão coordenar e calendarizar as várias intervenções no terreno, priorizar as ações semestrais, promover contactos com Museus e institutos especializados estrangeiros, procurar sinergias com outros projetos da zona e sensibilizar toda a diversidade de parceiros que se pretende envolver neste programa. Deste órgão fazem parte o coordenador executivo, que o preside, o Diretor do Memorial da Escravatura, o Comissário dos Festivais, o Diretor das iniciativas económicas locais, o Diretor das ações de vulgarização, um secretário e um responsável pelas finanças.

Sob a direção do Comité Diretivo, funcionam 4 Comissões:

  • Comissão do Memorial da Escravatura, responsável pelo funcionamento do Museu, do Centro de Estudos e Pesquisas, Centro de Documentação;
  • Comissão dos Festivais, responsável pela conceção e realização dos eventos musicais, cinematográficos, turísticos, musicais, gastronómicos, de artesanato, etc.;
  • Comissão das Iniciativas Económicas, responsável pelo apoio às mulheres e jovens que proponham atividades geradoras de receitas e que se integrem dentro da criação de condições de melhor acolhimento ou de promoção de valores artísticos;
  • Comissão de Vulgarização, responsável pela formação de jovens, promotores artísticos, guias, mulheres empreendedoras, assim como proceder à extensão da cultura nas escolas, associações de jovens e organizações locais.

Os métodos a serem aplicados baseiam-se na procura de uma dinâmica de envolvimento crescente, que parta do princípio de realizar despesas de funcionamento reduzidas e no empenho de grupos de voluntários ativistas criativos e não os de mentalidade e prática burocrática:

  • O primeiro princípio metodológico baseia-se no envolvimento gradual dos grupos-alvo e dos beneficiários na execução das atividades do projeto, a que se seguirá a sua implicação na programação, no monitoramento e na avaliação. Tudo isto por fases, à medida que os protagonistas forem adquirindo competências e saberes, sem nunca ter pressa em acelerar o ritmo de execução e acabar por “descolar” dos grupos envolvidos. Nunca o projeto queimará etapas, apenas com o objetivo de satisfazer os preconceitos clássicos de colocar os grupos-alvo a realizarem atividades para as quais ainda não estão preparados, em vez de apostar precisamente na sua preparação e capacitação. Daí que este principio metodológico implique que se comece com as ações mais simples e com resultados imediatos, que entusiasmem e mobilizem os seus participantes, os quais vão participando e apropriando-se dos mecanismos de decisão e conceção, aprendendo e ganhando maturidade organizativa e, assim, assumindo as responsabilidades que inicialmente serão mais protagonizadas pelos técnicos do projeto.
  • O segundo principio metodológico centra-se na necessidade de ter grupos de lideranças pequenos, dinâmicos e consequentes, de nada valendo pensar que ter direções pletóricas de pessoas é uma forma de fazer todos participar. A prática demonstra que esse grupo grande se vai demitindo das suas responsabilidades, empurrando para os outros as suas próprias funções e atribuições e acabando por ficar reduzido à sua expressão mínima, com o inconveniente de se tornarem lideres descrentes e inconsequentes. A iniciativa privilegiará a criação de vários grupos de trabalho em função das atividades a desenvolver e em que os lideres irão sendo selecionados pelo seu engajamento, capacidade de trabalho em grupo, mobilização dos recursos humanos e pragmatismo criativo na condução das atividades. Os quadros dirigentes terão a preocupação prioritária de fazer passar aos lideres de grupos uma cultura em que o mais importante é a produção de ideias e soluções originais e adaptadas em vez de se deixarem dominar pela necessidade de meios e consequente acesso a recursos financeiros.
  • O terceiro principio metodológico é o de começar pequeno e evoluir gradualmente para um final com grande número de iniciativas simultâneas, coordenadas e reciprocamente potenciadoras. De nada serve começar a toda a velocidade, gerindo muitas iniciativas ao mesmo tempo para, em pouco tempo e sem a experiência dos quadros locais, se perder o rumo e cair no descrédito. Um aspeto importante deste processo é o de ter em conta que as reuniões de programação e decisão não se devem transformar em rituais penosos, repetitivos, longos e frequentes, onde tudo se decide para nada se realizar, acabando por afastar os mais jovens desejosos de poder intervir e realizar ações de impacto. A descentralização dos grupos de trabalho favorece que os melhores sobressaiam mais, que tenham maior poder de iniciativa e que não fiquem amarrados a uma estrutura centralizada e pesada.
  • O quarto principio metodológico é o de envolver parceiros e elites, nacionais e estrangeiras, que tenham um papel de relevo na produção de ideias e na criação de redes de organizações e pessoas que irão contribuir para a qualidade das iniciativas. Cada um deles será chamado a criar subgrupos por afinidades, por temas e por zonas geográficas. A nível externo, cada Universidade ou grupo de Universidades constituir-se-á em polo de apoio para determinadas atividades, evitando duplicações e rivalidades inúteis. A nível interno, as pessoas e elites, agrupar-se-ão para dar o seu melhor contributo, sentindo desde o início que o desafio do caminho de escravos é seu e coletivo, pondo à disposição os seus conhecimentos históricos e culturais e as suas capacidades de influência em toda a sociedade, local e nacional.

Os procedimentos de acompanhamento e de avaliação interna e externa serão praticados no sentido de reforçar a participação, envolvimento e apropriação dos diferentes grupos-alvo em todas as componentes do projeto, permitindo que, a pouco e pouco, todos dominem as atividades, os objetivos e a organização das estruturas que se irão implantar.

Haverá três níveis de seguimento e avaliação interna:

  • A nível do Comité Diretivo, o monitoramento do cumprimento do programa estabelecido (atividades, indicadores e calendário) será feito quadrimestralmente, envolvendo os grupos de trabalho do Memorial, dos Festivais e das Iniciativas económicas;
  • A nível dos grupos-alvo e beneficiários, será efetuada uma vez por ano, com a preocupação de inventariar as eventuais causas do não cumprimento do programa, servindo simultaneamente para definir as grandes linhas de atividades do ano seguinte, promovendo assim uma sua apropriação do projeto;
  • Através de uma observação externa feita de dois em dois anos, em colaboração com os nossos parceiros e associados estrangeiros, universidades, institutos históricos, organizações culturais o que permite ter uma visão distanciada e mais crítica da evolução do projeto.

Diretamente ligado ao Comité Diretivo, funciona o Conselho de Sábios que é chamado a dar o seu parecer e orientar os programas nas suas vertentes científica, histórica e cultural. Será formado por pessoas reconhecidas pelo seu conhecimento, cultura, interesse histórico, tanto podendo vir do setor académico como do popular e tradicional.

Em termos de equipa do Memorial para a execução da ação, será fundamentalmente constituída por:

  • Um coordenador executivo, figura central da iniciativa, com grande dinamismo, capacidade de liderança, iniciativa e pragmatismo, para mobilizar todos os quadros, grupos-alvo e beneficiários a envolverem-se com determinação, interesse e entusiasmo nas atividades, devendo estabelecer uma estratégia de markting do projeto. Assumirá igualmente a gestão e funcionamento do Memorial, definindo o seu modus operanti, as prioridades, o programa anual e a elaboração da visão estratégica para o seu desenvolvimento.
  • Um especialista em estudos-pesquisa em história e cultura, que desenvolverá contactos com cientistas e pesquisadores de centros internacionais e fará um trabalho de identificação e formação de estudantes das escolas e universidades guineenses, para se tornarem investigadores na área da cultura e história antiga.
  • Um especialista em centros de documentação que procurará disponibilizar toda a informação útil sobre a escravatura transatlântica e transafricana, estudos e documentos coloniais, gravuras, fotografias, etc., o que permitirá a qualquer estudioso ter acesso rápido à informação pretendida.
  • Um técnico organizador de festivais, que calendarizará os festivais de cultura, música, cinema, artesanato, gastronomia e outros, elaborará os programas, estimará as necessidades e orçamentos, sensibilizará os participantes e assegurará em colaboração com os diferentes grupos de voluntários toda a logística necessária.
  • Um quadro planificador das formações em serviço e das ministradas em sala, definindo os módulos, os conteúdos, a duração e os resultados a atingir, procedendo ao seu acompanhamento no pós-formação e identificando os monitores mais adaptados a cada curso.
  • Vários especialistas internacionais que permitirão apoiar a construção do Memorial da Escravatura (plano arquitetónico, de construção, de museologização), das suas atribuições e funcionamento, formadores de guias e promotores culturais, elaboração de álbuns de fotografias, brochuras e cartazes, organização do Museu, Centro de Documentação e unidade de estudos e pesquisa.

ORGÃOS DO MEMORIAL

O Comité Diretivo, órgão central do Memorial, tem como missão coordenar e calendarizar as várias intervenções no terreno, priorizar as ações semestrais, promover contactos com Museus e institutos especializados estrangeiros, procurar sinergias com outros projetos da zona e sensibilizar toda a diversidade de parceiros que se pretende envolver neste programa. Deste órgão fazem parte o coordenador executivo, que o preside, o Diretor do Memorial da Escravatura, o Comissário dos Festivais, o Diretor das iniciativas económicas locais, o Diretor das ações de vulgarização, um secretário e um responsável pelas finanças.

Sob a direção do Comité Diretivo, funcionam 4 Comissões: uma do Memorial da Escravatura, responsável pelo funcionamento do Museu, do Centro de Estudos e Pesquisas, Centro de Documentação; outra dos Festivais, responsável pela conceção e realização dos eventos musicais, cinematográficos, turísticos, musicais, gastronómicos, de artesanato, etc.; outra das Iniciativas Económicas, responsável pelo apoio às mulheres e jovens que proponham atividades geradoras de receitas e que se integrem dentro da criação de condições de melhor acolhimento ou de promoção de valores artísticos; e, por fim, a de Vulgarização, responsável pela formação de jovens, promotores artísticos, guias, mulheres empreendedoras, assim como proceder à extensão da cultura nas escolas, associações de jovens e organizações locais.

Os métodos a serem aplicados baseiam-se na procura de uma dinâmica de envolvimento crescente, que parta do princípio de realizar despesas de funcionamento reduzidas e no empenho de grupos de voluntários ativistas criativos e não os de mentalidade e prática burocrática.

O primeiro princípio metodológico baseia-se no envolvimento gradual dos grupos-alvo e dos beneficiários na execução das atividades do projeto, a que se seguirá a sua implicação na programação, no monitoramento e na avaliação. Tudo isto por fases, à medida que os protagonistas forem adquirindo competências e saberes, sem nunca ter pressa em acelerar o ritmo de execução e acabar por “descolar” dos grupos envolvidos. Nunca o projeto queimará etapas, apenas com o objetivo de satisfazer os preconceitos clássicos de colocar os grupos-alvo a realizarem atividades para as quais ainda não estão preparados, em vez de apostar precisamente na sua preparação e capacitação. Daí que este principio metodológico implique que se comece com as ações mais simples e com resultados imediatos, que entusiasmem e mobilizem os seus participantes, os quais vão participando e apropriando-se dos mecanismos de decisão e conceção, aprendendo e ganhando maturidade organizativa e, assim, assumindo as responsabilidades que inicialmente serão mais protagonizadas pelos técnicos do projeto.

O segundo principio metodológico centra-se na necessidade de ter grupos de lideranças pequenos, dinâmicos e consequentes, de nada valendo pensar que ter direções pletóricas de pessoas é uma forma de fazer todos participar. A prática demonstra que esse grupo grande se vai demitindo das suas responsabilidades, empurrando para os outros as suas próprias funções e atribuições e acabando por ficar reduzido à sua expressão mínima, com o inconveniente de se tornarem lideres descrentes e inconsequentes. A iniciativa privilegiará a criação de vários grupos de trabalho em função das atividades a desenvolver e em que os lideres irão sendo selecionados pelo seu engajamento, capacidade de trabalho em grupo, mobilização dos recursos humanos e pragmatismo criativo na condução das atividades. Os quadros dirigentes terão a preocupação prioritária de fazer passar aos lideres de grupos uma cultura em que o mais importante é a produção de ideias e soluções originais e adaptadas em vez de se deixarem dominar pela necessidade de meios e consequente acesso a recursos financeiros.

O terceiro principio metodológico é o de começar pequeno e evoluir gradualmente para um final com grande número de iniciativas simultâneas, coordenadas e reciprocamente potenciadoras. De nada serve começar a toda a velocidade, gerindo muitas iniciativas ao mesmo tempo para, em pouco tempo e sem a experiência dos quadros locais, se perder o rumo e cair no descrédito. Um aspeto importante deste processo é o de ter em conta que as reuniões de programação e decisão não se devem transformar em rituais penosos, repetitivos, longos e frequentes, onde tudo se decide para nada se realizar, acabando por afastar os mais jovens desejosos de poder intervir e realizar ações de impacto. A descentralização dos grupos de trabalho favorece que os melhores sobressaiam mais, que tenham maior poder de iniciativa e que não fiquem amarrados a uma estrutura centralizada e pesada.

O quarto principio metodológico é o de envolver parceiros e elites, nacionais e estrangeiras, que tenham um papel de relevo na produção de ideias e na criação de redes de organizações e pessoas que irão contribuir para a qualidade das iniciativas. Cada um deles será chamado a criar subgrupos por afinidades, por temas e por zonas geográficas. A nível externo, cada Universidade ou grupo de Universidades constituir-se-á em polo de apoio para determinadas atividades, evitando duplicações e rivalidades inúteis. A nível interno, as pessoas e elites, agrupar-se-ão para dar o seu melhor contributo, sentindo desde o início que o desafio do caminho de escravos é seu e coletivo, pondo à disposição os seus conhecimentos históricos e culturais e as suas capacidades de influência em toda a sociedade, local e nacional.

Os procedimentos de acompanhamento e de avaliação interna e externa serão praticados no sentido de reforçar a participação, envolvimento e apropriação dos diferentes grupos-alvo em todas as componentes do projeto, permitindo que, a pouco e pouco, todos dominem as atividades, os objetivos e a organização das estruturas que se irão implantar.

Haverá três níveis de seguimento e avaliação interna:

» A nível do Comité Diretivo, o monitoramento do cumprimento do programa estabelecido (atividades, indicadores e calendário) será feito quadrimestralmente, envolvendo os grupos de trabalho do Memorial, dos Festivais e das Iniciativas económicas;

» A nível dos grupos-alvo e beneficiários, será efetuada uma vez por ano, com a preocupação de inventariar as eventuais causas do não cumprimento do programa, servindo simultaneamente para definir as grandes linhas de atividades do ano seguinte, promovendo assim uma sua apropriação do projeto;

» Através de uma observação externa feita de dois em dois anos, em colaboração com os nossos parceiros e associados estrangeiros, universidades, institutos históricos, organizações culturais o que permite ter uma visão distanciada e mais crítica da evolução do projeto.

Diretamente ligado ao Comité Diretivo, funciona o Conselho de Sábios que é chamado a dar o seu parecer e orientar os programas nas suas vertentes científica, histórica e cultural. Será formado por pessoas reconhecidas pelo seu conhecimento, cultura, interesse histórico, tanto podendo vir do setor académico como do popular e tradicional.

Em termos de equipa do Memorial para a execução da ação, será fundamentalmente constituída por:

» 1 coordenador executivo, figura central da iniciativa, com grande dinamismo, capacidade de liderança, iniciativa e pragmatismo, para mobilizar todos os quadros, grupos-alvo e beneficiários a envolverem-se com determinação, interesse e entusiasmo nas atividades, devendo estabelecer uma estratégia de markting do projeto. Assumirá igualmente a gestão e funcionamento do Memorial, definindo o seu modus operanti, as prioridades, o programa anual e a elaboração da visão estratégica para o seu desenvolvimento.

» 1 especialista em estudos-pesquisa em história e cultura, que desenvolverá contactos com cientistas e pesquisadores de centros internacionais e fará um trabalho de identificação e formação de estudantes das escolas e universidades guineenses, para se tornarem investigadores na área da cultura e história antiga.

» 1 especialista em centros de documentação que procurará disponibilizar toda a informação útil sobre a escravatura transatlântica e transafricana, estudos e documentos coloniais, gravuras, fotografias, etc., o que permitirá a qualquer estudioso ter acesso rápido à informação pretendida.

» 1 técnico organizador de festivais, que calendarizará os festivais de cultura, música, cinema, artesanato, gastronomia e outros, elaborará os programas, estimará as necessidades e orçamentos, sensibilizará os participantes e assegurará em colaboração com os diferentes grupos de voluntários toda a logística necessária.

» 1 quadro planificador das formações em serviço e das ministradas em sala, definindo os módulos, os conteúdos, a duração e os resultados a atingir, procedendo ao seu acompanhamento no pós-formação e identificando os monitores mais adaptados a cada curso.

» vários especialistas internacionais que permitirão apoiar a construção do Memorial da Escravatura (plano arquitetónico, de construção, de museologização), das suas atribuições e funcionamento, formadores de guias e promotores culturais, elaboração de álbuns de fotografias, brochuras e cartazes, organização do Museu, Centro de Documentação e unidade de estudos e pesquisa.

 

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