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Lawrence Hill, 2012. Aminata. Présence Africaine Com a idade de 11 anos, Aminata Diallo, foi arrancada da sua família numa aldeia do Mali atual por traficante de escravos. Começa então uma longa marcha de de três meses ao fim da qual a rapariga se encontra num barco com outros escravos num barco que a vai levar aos Estados Unidos. Mais tarde Aminata torna-se escrava numa plantação da Carolina do Sul. Consegue fugir e chega a Nova Iorque e depois em Nova scocia e finalmente na Serra Leoa » |
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Mirta Fernández Martínez, 2005. Oralidad y africania en Cuba. Editorial de Ciencias Sociales, Habana “A descoberta e colonização do Novo Mundo foram significativos para a existência e a essência do homem americano e deram origem a um processo fantástico de mestiçagem e simbiose cultural, que se enriqueceu e consolidou com a chegada dos navios negreiros com a sua carga africana. A metamorfose, que culminou na transculturação – como consequência lógica ou natural de interrelações humanas complexas – alterou nas suas raízes os códigos sociais e religiosos, os símbolos, a essência do mundo. Oralidad y africania en Cuba trata da fusão entre as distintas culturas africanas chegadas [a Cuba] com a cultura europeia até chegar a conformar a identidade cultural do cubano. A autora conta-nos também como, apesar de serem impedidos de circular livremente nas ruas, as religiões cubanas de antecedentes africanos resguardaram a sua identidade e legitimaram o seu impulso centrípeto; a sua capacidade para selecionar e assimilar elementos místico-simbólicos, primordialmente religiosos, da cultura dominante, outorgando-lhes outras funções e conservaram o núcleo básico de significados próprios, amparados pelo “falar em língua”, como dizem ao referir-se às línguas africanas em Cuba”. |
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Louis Sala-Molins, 1992. Les misères des Lumières. Robert Laffont « Basta ver o incómodo das Luzes relativamente ao “problema” dos negros e a escravidão para se chegar à conclusão que é falso. Montesquieu, que exige justiça e direito para os homens, só pede “misericórdia e pena” para os escravos. Quando ao virtuoso Condorcet, aceita com relutância, a libertação, isto é a humanidade, do escravo e só lha confere muito tempo depois, com a condição de receber uma educação apropriada. Em resumo, …a Razão, assim ofendida cede perante as necessidades do comércio – no qual os filósofos se interessam ocasionalmente -, a rentabilidade das colónias e a necessidade da ordem pública. Esta hipocrisia intelectual e moral, que se desenvolveu ao longo da colonização no século XIX e da qual a nossa época de emancipação auto-proclamada não se desfez totalmente, é denunciada com uma acuidade extrema por Louis Sala-Molins.” |
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François Renault et Serge Daget, 1985. Les traites negrières en Afrique. Karthala « …O tráfico negreiro não se limitou, como muitas vezes se pensa, à deportação para as colónias europeias da América. Foi uma prática milenaria, cujos agentes foram árabes e europeus que, tanto uns como os outros, tiveram a cumplicidade de chefes e intermediários negros. Uma das originalidades desta obra é fazer uma primeiras sinteses dos traficos transsariano e oriental em que os árabes jogaram um papel importante tanto na bacia do Nilo como nas operações efetuadas na Etiópia e nas margens do Oceano Indico. Numerosas ilustrações e gravuras enriquecem a abordagem de um fenómeno, que dada a sua grande diversidade tanto no tempo como no espaço, permite falar de tráficos negreiros.» |
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Marcel Dorigny et Bernard Gainot, 2006. Atlas des esclavages. Traites, sociétés coloniales, abolitions de l’Antiquité à nos jours. Editions Autrement. « A escravidão é a negação do ser humano, reduzido ao estado de força de trabalho bruto. Não pode ser reduzido nem a uma civilização nem a um espaço geográfico e nem mesmo a uma dada época; é uma das formas mais constantes da dominação de homens por outros homens. A dispersão de inúmeras pesquisas eruditas sobre o tráfico negreiro, as sociedades ecravocratas e os processos de abolição faz com que seja dificil senão impossivel, ter uma visão de conjunto desses fenomenos historicos de muito longa duração. A ambição deste atlas é de apresentar as grandes linhas dos conhecimentos históricos atuais sobre estes assuntos que são objeto de debate. Através de 150 cartas e infografias desenrola-se a longa História das práticas esclavagistas e suas consequências até aos nossos dias, o que faz deste Atlas das escravidões um instrumento de trabalho inovador e eficaz.» |
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Tidiane Diakité, 2008. La traite des noirs et ses acteurs africains. Berg International « O trafico negreiro começou no amadorismo e anonimato no século XV e culminou no século XIX na mestria e refinamento que acentuaram ainda mais a marca que imprimiu ao continente africano. O tráfico negreiro aparece ainda hoje como uma ferida mal sarada no flanco de Africa que tanto impregnou homens e culturas. Se a História do esclavagismo e a do tráfico negreiro são de um modo geral bem conhecidos, as suas dimensões especificamente africanas nunca foram objeto de um estudo autónomo. Contudo, elas constituem um dos aspetos essenciais dessa História. É certo que os povos de Africa não foram atores e nem todos os reis foram comerciantes de escravs negros, mas é importante que antes do mais se tente compreender e não de julgar ou condenar unilateralmente os povos brancos ou negros para se poder fazer uma abordagem honesta e despida de paixão desta questão. Este livro retrata o papel preciso dos africanos no comércio de seres humanos que sangrou o seu continente durante cinco séculos.» |
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Arlindo Manuel Caldeira, 2013. Escravos e Traficantes no Império Português. O comércio negreiro português no Atlântico durante os séculos XV a XIX. A esfera dos livros “Corria o ano de 1444. Uma frota algarvia de seis caravelas chega a Lagos, no regresso de uma expedição ao golfo de Arguim (atual Mauritânia)…Não era a primeira vez que chegavam escravos negros a Lagos. Mas nunca tinham vindo em tão grande número…De uma forma simbólica, este episódio marca o início do tráfico atlântico de escravos. A partir de 1444 e durante perto de 180 anos, os portugueses detiveram, quase em exclusivo, o comércio de escravos entre as margens do Atlântico. Só a partir de 1621, com a criação da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, novos concorrentes chegam em força a este mercado. O historiador Arlindo Manuel Caldeira levou a cabo uma exaustiva pesquisa para traçar, neste livro, um retrato abrangente do tráfico de escravos, da sua origem até à sua abolição, no espaço do império português. Um processo complexo que evoluiu ao longo dos séculos, que é aqui analisado desde a compra dos escravizados, em diferentes locais da costa ocidental africana, à difícil travessia do oceano em navios sobrecarregados, nas condições mais deploráveis. É possível acompanhar despois a chegada desses escravos a Lagos e a Lisboa, mas sobretudo aos portos do Brasil, em direção às minas e às plantações de açúcar, de tabaco e de café, onde constituíram a mão de obra quase exclusiva”. |
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Barbara Chase-Riboud, 1989. Le nègre de l’Amistad. Albin Michel « Barbara Chase-Riboud evoca com emoção no Negro do Amistad as raízes negras da cultura americana e relata-nos o destino excecional de uma figura lendária da emancipação americana. Em 1839, na Serra Leoa, os negreiros raptam guerreiros do país mandé. Vendidos como escravos, embarcados para Cuba,os guerreiros revoltam-se e assumem o comando do Amistad , navio pertencente aos seus mestres espanhóis, mas depois naufragam na Nova Escócia. O seu chefe, Cinque, um superbo guerreiro cuja nobreza impressiona o mundo americano, representa a tradição ancestral africana e descobre uma América nascente, cheia de contradições, com os seus abolicionistas, feministas, conservadores brancos ciúmentos dos seus previlégios e Negros emacipados, entre os quais a bela Vivian Baithwaite, ardente e apaixonante.” |
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Olivier Pétré-Grenouilleau (sous la direction de), 2010. Dictionnaire des esclavages. Larousse à présent « De A como abolicionista a Z como (revolta dos) Zandjs, este dicionario apresenta um panorama completo dos esclavagismos segundo a sua diversidade geografica e historica – sem duvida nos Estados Unidos, mas também na Asia do Sudeste ou no mundo muçulmano, da Grécia antiga até as suas formas mais contemporâneas. O dicionario apresenta os diferentes aspetos da vida quotidiana dos escravos (alimentação, familia, sexualidade, mas também resistência) e os destinos individuais. Mostra-nos também a representação do escravo na arte (literatura, pintura, cinema…) e o seu lugar no nosso imaginário. |
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Mohammed Aïssaoui, 2010. L’affaire de l’esclave Furcy. Editions France Loisir « O primeiro processo na Historia instaurado por um escravo contra o seu mestre.… Os arquivos relativos ao “dossier do escravo Furcy” … constituem o relato extraordinário do escravo Furcy, um escravo de trinta e um anos que, num dia de outubro de de 1817, na ilha da Reunião, então conhecida por ilha de Bourbon, decidiu dirigir-se ao tribunal de instância de Saint-Denis para exigir a sua liberdade. Após múltiplas reviravoltas, este processo, que durou vinte e sete anos, chegou ao fim no Sábado 23 de dezembro de 1843 em Paris. Furcy redescobriu a sua independência e a sua liberdade… » |
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Louis Salas-Molinas, 1992. L’Afrique aux Amériques. Le Code Noir espagnol. PUF. « Muitos séculos antes de 1492, o negro arrasta as suas correntes na poeira da península ibérica. Desde as primeiras travessias de Colombo – início da grande pilhagem – o negro arrasta-as nas ilhas do Poente. O « esgotamento » do indio é conhecido. Logo, o negro é o unico a viver, naqueles lugares, o calvário da escravidão e a morrer dele. Até à orla do século XX. A Espanha, ciumenta da prosperidade das Antilhas francesas, que considera ser devidq ao rigor extremo do Código Negro (1685) quer então conferir a mesma eficácia ao seu próprio chicote. Por ordem do rei e “à maneira do Código Negro francês”, o Codigo Negro espanhol é redigido em 1784. O Codigo Negro conta o furor do esclavagismo sem perturbar os pensamentos profundos dos filosofos. Um século mais tarde, o Codigo Negro espanhol distila a refinada “ doçura » – segundo alguns – do esclavagismo à espanhola, sem perturbar demasiado nem as altas contemplações dos teologistas nem as produndas meditações dos ilustrados.” |
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Abderrahmane Ngaïde, 2012. L’esclave, le colon et le marabout. Le royaume peul de Fuladu de 1867 à 1936. L’Harmattan « No meio do século XIX surge um dos últimos reinos do espaço senegambiano, o Fuladu, dirigido por antigos escravos. Frustrados, os chefes Rimbe – nobres ou livres – das províncias periféricas, contestam a autoridade do jiyaado, escravo que se transformou em guerreiro. Esta oposição levou Musaa Molo, herdeiro do trono, a tecer relações com a potência colonial. Em 1883, assina um tratado de protetorado que autoriza os seus “aliados” de circunstância a consolidar as suas posições respetivas na região. Os interesses divergentes acabam por demonstrar a antipatia entre os dois poderes. Encurralado, Musaa Molo refugia-se em 1903 na Gâmbia então sob dominação inglesa. Tendo herdado um vasto território pouco povoado, os franceses tentam povoá-lo. Encorajam a migração dos fulas gabunké sob a direção de um marabout de origem haappular, Al hajji Aali Caam. Este último utiliza os seus meios assim como os seus mecanismos de negociação para se integrar na economia colonial. A administração marginalisa os Jiyaabe e exacerba deste modo os conflitos sociais, políticos e religiosos |
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Jacques Heers, 2003. Les négriers en terre d’islam. VIIe – XVIe siècle. Perrin « A história da escravatura, limitada geralmente à Roma antiga, período colonial e ao tráfico dos ingleses e dos franceses, tem várias vertentes deconhecidas, devido à raridade das fontes e ao sentimento de culpa das nações colonizadoras. Assim, do século VII aos finais do século XIX, foi criado um sistema de tráfico muçulmano dos Negros de Africa, de caravanas através do Sara e por mar a partir das feitorias da Africa oriental. Tendo em conta trabalhos mais recentes, nomeadamente os dos historiadores marfinenses e nigerianos, Jacques Heers retraça o mecanismo do tráfico negreiro, os seus intinerários e motivações e o papel dos escravos nas sociedades árabes – na Corte, no exército, nas minas ou nos campos. Evoca as tensões episódicas, mas também a grande revolta do século IX. Trata-se de uma cartografia da escravidão africana e um estudo social que cobre um período de mais de mil anos » |
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Harriet A. Jacobs, 1992. Incidents dans la vie d’une jeune esclave. France Loisirs « As aventuras de H. A. Jacobs e sobretudo as suas reflexões e opiniões sobre a situação de escrava e de mãe são frequentemente fascinantes…Estas páginas são cativantes : fornecem uma explicação objetiva e subtil dos critérios e convenções mas também das realidades e contradições de uma sociedade americana que, sendo « liberal » não foi menos « vitoriana »… Escutar o seu discurso vibrante ajuda a restituir, ressuscitar e legitimar o heroismo quotidiano destas vítimas do poder branco e macho » |
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Christian Roche, 1985. Histoire de la Casamance. Conquête et résistance : 1850 – 1920. Karthala « A partir do século XVI, navegantes europeus que percorriam a costa, subiram o rio Casamança e teceram laços comerciais com as populações ribeirinhas. Portugueses, espanhóis, britânicos, franceses aprenderam a conhecer as margens desta corrente de água que pertencia a um soberano negro, conhecido por “Kansa-mansa”. No início do século XX, na memoria dos casamançais só resta uma recordação longínqua deste monarca e a sua região que era então considerada como uma possessão francesa. Esta obra pretende ser antes de mais um quadro, vasto mas exato, dos grandes acontecimentos que marcaram a vida das populações casamancesas no século passado. Permite compreender, por um lado as relações entre essas populações e, por outro a sua reação aos portugueses. Cada povo lutou com a sua personalidade e os conquistadores foram obrigados a ter isso em conta.” Um capitulo desta obra trata especificamente do comércio negreiro na Casamance entre 1850 e 1870. |
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Escravatura em Portugal. História. Ano XXI (nova série). Número 16. Julho 1999
- Isabel Castro Henriques. Do esclavagismo ao racismo.
Entrevista “O sistema colonial, que domina durante a primeira metade do nosso século (até 1974, no caso português), legitima “científica e historicamente” a inferiorização somática das populações das colónias.”
- Alfredo Margarido. 0 “direito” a fazer e a vender escravos
“Fornecendo a prova da dificuldade que continua a caracterizar as nossas relações com a escravatura, o Dictionnaire Européen des Lumières (PUF, 1997) afirma com a maior simplicidade que “a escravatura sempre existiu”. A fórmula não pode deixar de surpreender, não só pela secura, mas sobretudo por reforçar as explicações que defendem que a escravatura é uma condição natural”
- · Jorge Fonseca. Os escravos no Sul de Portugal
“A presença de população escravizada no território português é assinalável desde a Antiguidase. Encontrava-se nas minas de Ajustrel, na exploração de mármores do Alto Alentejo, em propriedades agrícolas e nos agregados domésticos e de outras cidades (Manel Heleno, Os Escravos em Portugal)”
- João Pedro Marques. O fim do odioso comércio
“O volume global [do] transplante [de mais de 11 milhões de africanos para as colónias americanas e também para a Europa, se bem que em muito menor escala], a sua continuidade ao longo dos séculos, as condições penosas ou mesmo trágicas em que se efectuou, a sua natureza monorracial, converteram-no, aos nossos olhos, no paradigma da desumanidade, num farto histórico odioso que a Europa colonial passou a carregar consigo” |
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Ronald Segal, 2001. Islam’s Black Slaves. A History of Africa’s Other Black Diaspora. Atlantic Books “Equilibrado e refletido… Ronald Segal, que já nos tinha dado um excelente livro sobre o tráfico atlântico, virou, em Escravos Negros do Islão,a sua atenção para um assunto ainda maior da escravatura e do comércio dos escravos nas latitudes orientais muito longe do Atlântico. Ele fá-lo com a sua habitual competência, analise cuidadosa e rigor judicioso “(Basil Davidson, Los Angeles Times) “Um sucesso enciclopédico sem ser pesado – graças ao brilhante uso da ironia por Segal, os seus argumentos claros e o seu estilo de prosa vivicante” (Fred d’Aguiar, Daily Telegraph. |
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Anthony Tibbles (editors), 2005. Transatlantic Slavery. Against Human Dignity. Liverpool University Press. “ Entre cerca de 1500 e cerca de 1870, comerciantes europeus transportaram milhões de africanos através do Atlântico para trabalharem como escravos nas Américas. Os escravizados foram transportados em condições de grande crueldade para depois levarem uma vida de trabalho duro, não pago e sujeitos a um tratamento degradante e à violência. Os produtos do seu trabalho – principalmente açúcar, café e tabaco – foram levados para a Europa e os lucros da escravidão ajudaram as economias europeias a se desenvolverem nos séculos dezoito e dezanove. O custo em vidas e sofrimentos humanios foi enorme. Mas o tráfico transtlântico não foi só uma tragédia histórica. Apesar dos desacordos e controvérsias sobre as suas consequências, mudou a história de três continentes – Africa, América e Europa. Todos nós vivemos com o seu legado.» |
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Gwendolyn Midlo Hall, 1995. Africans in Colonial Louisiana. The Development of Afro-Creole Culture in the Eighteenth Century. Louisiana State University Press. “Atualmente, uma das dimensões mais excitantes na escritura da história tem sido o esforço de captar e documentar as ações e os dizeres dos povos que construíram o mundo moderno, mas que foram excluídos dos relatos históricos. Gwendolyn Midlo Hall contribui com um estudo magistral do modo como os africanos oriundos da Senegâmbia modelaram a cultura e a sociedade da Louisiana colonial. Investigador infatigável, Hall revela-nos os detalhes da vida dos escravos, pessoas livres e evadidas na cidade e nos pântanos de ciprestes” (Eric R. Wolf. City University of New York). “Alguns especialistas do crioulo acreditam que os crioulos do Atlântico derivam de um pidgin baseado no portugês ou língua de comércio criada na Africa Ocidental nos séculos quinze e dezasseis, quando os portugueses eram os únicos europeus que praticavam o tráfico negreiro. Segundo esta teoria de uma génese única, o pidgin original com base no português foi enriquecido, isto é, vocábulos ingleses, franceses e holandeses foram introduzidos no pidgin original nos postos comerciais e à volta deles assim nos navios negreiros das respetivas nações europeias. O crioulo da Louisiana tem muitas semelhanças com o crioulo das Ilhas Mauríciais, um crioulo de base francesa criada na Isle de France, uma ilha do Oceano Indico. O crioulo das Maurícias apresenta semelhanças notáveis com outras variedades do crioulo francês americano – em particular o da Louisiana. A maioria dos escravos da Africa Ocidental que foram às Maurícias entre 31 de Dezembro de 1730 e 31 de Dezembro de 1735 são oriundos do Senegal/Gorée. Ambos crioulos derivam provavelmente do mesmo pidgin falado no Senegal no mesmo período. Há pouca documentação sobre a origem deste pidgin. Mas temos elementos relativos às primeiras etapas do nascimento do crioulo de Louisiana que demonstram a sobrevivência de um pidgin português” |
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Charles Johnson and Patricia Smith, 1999. Africans in America. Harcourt Brace and Company. “Uma narrativaempolgante da História da América nas vésperas da guerra civil, Africanos na América conta a história compartilhada de africanos e europeus vista através do prisma da escravatura. Este livro… entrelaça as experiências de colonos, escravos, negros livres e fugitivos, e abolicionistas e apresenta um drama chocante e comovente dos efeitos da escravatura e do racismo na nossa identidade nacional conflituosa. O resultado transcende a história que nos ensinaram e transforma a maneira como vemos o nosso passado.” |
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Condorcet. Réflexions sur l’esclavage des nègres. Présentation et notes par Jean-Paul Doguet, 2009. Editions Flammarion « Publicadas sob um pseudónimo em 1781 e reeditadas nas vésperas da Revolução, as Reflexões sobre a escravidão dos negros de Condorcet são, até este momento, o único texto dedicado por um filósofo de forma exclusiva à escravatura. Este livro de reflexão questiona ao mesmo tempo os preconceitos que se opõem à abolição da escravatura e o melhor método de combatê-los. Mas é também, entenda-se bem, um livro de denúncia e de combate, em nome das Luzes, contra a influência dos interesses escravocratas na opinião francesa, preparar esta ultima à abolição da escravidão dos negros e convencer o legislador « esclarecido ». Recuando no tempo, os limites do pensamento de Condorcet tornam-se evidentes, sendo que ele próprio não era isento de preconceitos contra os negros escravos, não concebe a sua emancipação como uma entrada na cidadania e não se preocupa sériamente da sua educação ou da sua situação economica. Contudo, estas Reflexões constituem sem dúvida o primeiro manifesto abolicionista escrito.» |
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S. Mintz, 1981. Esclavage = facteur de production. L’economie politique de l’esclavage. Dunod « A escravatura marcou demasiado as nossas sociedades e por isso não podemos deixar que seja monopolizada pelos romancistas. A maior parte dos especialistas desta questão trabalha em inglês, sendo que as publicações em francês dos resultados das suas pesquisas são raras. Este livro, concebido especialmente para o público francofono e escrito pelos líderes da disciplina, descreve o panorama dos avanços cientificos mais recentes no domínio. Ao colocar a questão da racionalidade económica do fenomeno, os autores de Escravo = fator de produção descrevem um sistema cujas incidências se fazem sentir ainda no mundo de hoje » |
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Tidiane N’Diaye, 2008. Le génocide voilé. Enquête historique. Editions Galimard « Os Arabes pilharam a Africa subsariana durante treze séculos sem interrupção. A maior parte dos milhões de homens que eles deportaram desapareceu em consequência de tratamentos desumanos. Tudo indica que ainda não se voltou a dolorosa página da história dos povos negros. O tráfico negreiro começou quando o emir e o general árabe Abdallah ben Saïd impôs, em 652 aos sudaneses um bakht (acordo), que os obrigava a fornecer anualmente centenas de escravos. A maioria desses homens era originária de Darfour. Foi o ponto de partida de uma enorme punção humana que terminou oficialmente nos inícios do século XX. |
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François Duban, 2013. Les Noirs à la conquête de l’Ouest. Vendémière « Eles participaram, como o resto da nação, na colonização das terras “selvagens” do Oeste, no meio de desbravamento, guerras índias e procura do ouro. Mas não exatamente da mesma maneira que os outros : considerados como diferentes pelos índios e os brancos, os negros do Oeste americano foram pioneiros, aventureiros e empresários simultâneamente como parte integrante e à margem; nunca foram totalmente reconhecidos, como nunca foram totalmente excluídos; algumas vezes escravos e livres no mesmo Estado…Mas é nesta aventura que se forjou uma parte da sua identidade assim como posteriores revendicações da igualdade de direitos. Esta obra ressuscita figuras surpreendentes : caçadores e guias integrados nas tribos índias, que muitas vezes os adoptaram e reconheceram como chefes, livremente ou à força, ao serviço do exército do Norte, cowboys respeitados pelos seus homólogos brancos, homens de negócios, fundadores de cidades, também mulheres … Os Negros constituiam uma parte integrante dessa civilização da Fronteira e contribuíram a construir o Oeste místico, inicialmente Terra prometida, mais tarde eldorado e finalmente potência económica.» |
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Catherine Coquery-Vidrovitch, 1985. L’Afrique Noire. Permanence et Ruptures. L’Harmattan « O autor pergunta-se a si próprio quais foram os processos de longa duração que fizeram o continente o que ele parece ser hoje : un conjunto de Estados com muitos contrastes, que procuram o seu caminho e que atravessam atualmente a revolução social mais grave da sua história. Com efeito, no início do próximo milénio, este continente que foi até agora sub-povoado e essencialmente rural, apresenta doravante as mais altas taxas de crescimento demográfico do mundo, contara com uma maioria de citadinos que viverão simultâneamente à margem da economia « moderna » e em simbiose com ela. A Africa de hoje não é obra do acaso. Não podemos compreender o seu presente e não podemos influenciar o seu futuro sem tomar o peso do seu passado, onde se cruzam, de modo indissociával, elementos internos e pressões mundiais». O capítulo II desta obra , Traite négrière et démographie : les effets de ma traite atlantique, compara as incidências demográficas do tráfico atlântico e do tráfico sariano, aborda questões essenciais tais como o défice demográfico global e as suas consequências políticas e sociais. » |
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Marc Ferro (sous la direction de), 2003. Le livre noir du colonialisme. XVIe – XXIe siècle. De l’extermination à la repentance. Robert Laffont « As conquistas e, depois, as lutas pela independência foram indiscutivelmente os episódios mais mortíferos da colonização: exterminação de povos inteiros nalguns casos, guerras destruidoras noutros casos; mas a colonização foi também o tráfico e a escravidão, isto é a deportação de dez a catorze milhões de homens e mulheres; também foi, quando a escravatura foi abolida, o trabalho forçado e as terríveis condições sanitárias aos quais estavam associados. Uma exploração económica que o século XIX industrial acelerou e sistematizou. E ao longo desses episódios, as nações conquistadoras defenderam uma ideologia que, longe de esconder os excessos cometidos… procurava justificá-los.” |
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L’esclavage. Un tabou français enfin levé. Historia thematique, N° 80 Novembre – Décembre 2002.
- Catherine Salles. Les Anciens, eux, savaient les intégrer
“Pilares da atividade económica, os escravos são perfeitamente integrados. Como homens livres, exercem todas as funções de alto a baixo da escala social. Esta condição foi substituida pelo cativeiro e mais tarde pelo tráfico dos Negros sob o Antigo Regime”
- Jacques Ducoin. La soudaine richesse des filles Grou de Nantes
“Nos séculos XVIII e XIX, do porto da embocadura do Loire saem mais 45% das expedições negreiras. A família Grou financia, sozinha de 1714 a 1765, 114 expedições, 50 % das quais, para o tráfico negreiro. O que lhe dá grandes lucros.“
- Christiane Maubant. Le “traité de traite de Stanislas Foäche, du Havre
“Numa carta de Saint Domingue, este filho de um armador de Havre dá ao seu irmão mais velho, Martin, alguns conselhos preciosos sobre a melhor maneira de afretar navios, a escolha das tripulações, assim como selecionar os escravos e o preço a pagar.”
- Yvan Matagon. L’Afrique, eldorado des marchands bordelais
“Algumas famílias de armadores enriquecem-se regaladamente com o tráfico. Os Nairac, por exemplo, tornam-se proprietários de um vinhal.”
- Louis Sala-Molins. Le code noir est le texte juridique mais monstruoso da história moderna
“Promulgado por Louis XIV en 1685, o Código Negro regulamenta a escravidão dos negros nas Antilhas e em Guyana.”
- Paul Butel. La grande foire négrière des îles
“Quando vem fazer as suas compras nos « armazéns de negros » ou nas cobertas de navios, o fazendeiro escolha a sua futura mão de obra segundo as suas aptidões étnicas: os africanos da Costa do Ouro para o café, os Congos, etc.”
- Jacques de Cauna. Le Basque qui fut le premier maire de Port-au-Principe
“Michel-Joseph Leremboure, mais conhecido por « o Velho Tigre » pelos seus adversários políticos, é uma personagem fora do comum que jogou , um papel histórico capital nos últimos anos da colonia francesa de Saint Domingue. A sua vida é um romance.”
- Jean-Louis Donnadieu. Le comte et l’affranchi, destins croisés
“De regresso a Saint Domingue, Louis-Pantaléon de Noé, descendente de um oficial da marinha, decide, em 1776, libertar Toussaint, filho de um antigo dignitário fricano, capturado na costa dos escravos”
- Jean-Louis Donnadieu. Toussaint-Louverture, o libertador oportunista
“Toussaint Bréda, torna-se Toussaint Louverture quando assume a liderança da insurreição que agitou o noroeste da ilha de Saint-Domingue a partir de 1791. Primeiro general de divisão negro, alia-se temporariamente com os espanhóis, negoceia a partida dos ingleses, assina acordos com os Estados Unidos, trata com o Primeiro Consul…que finalmente o manda capturar e deportar para a França”
- Louis Sala-Molins. Devoir de réparation? La France ne veut rien savoir
“Votada em 2001, a substância da « Lei Taubira » que classifica a escravidão de crime contra a humanidade – por conseguinte não suscetível de prescrição – foi parcialmente esvaziada. Nomeadamente no que diz respeito à indeminização dos Estados e descendentes dos escravos.” |
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Robert C. Davis, 2004. Christian Slaves, Muslim Masters. White Slavery in the Mediterranean, the Barbary Coast and Italy, 1500 – 1800. Palgrave Macmillan “Neste livro, Davis utiliza várias fontes históricas para examiner uma das formas de escravidão dos tempos modernos menos conhecidas – a escravização sistemática de cristãos europeus brancos por muçulmanos na costa da Barbária no Norte de Africa. Este é um fenomeno que, contrariamente a que muitas pessoas pensam, não foi marginal. Na realidade, a escravatura branca no Magreb, segundo relata Davis, teve enormes consequências pois fez um milhão de vitimas da França à Italia, Holanda, Grã-Bretanha, as Américas e mesmo a Islândia entre os séculos 1500 e 1800…Davis descreve os métodos utilizados pelos esclavagistas, a experiência de escravatura e o impacto nos próprios escravos. Davis demonstra semelhanças surpreendentes entre esta « outra » escravatura » e a escravatura muito melhor conhecida a que foram sujeitos ao mesmo tempo os Africanos negros nas Américas » |
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Eric Williams, 1994. Capitalism & Slavery. Ian Randle Publishers. “O livro de Eric Williams tornou-se o fundamento de muitos estudos do imperialismo e desenvolvimento económico. Aliando uma visão económica da história a argumentos morais fortes, os estudos de Eric William sobre o papel da escravatura no financiamento da revolução industrial, refuta as ideias tradicionais do progresso económico e moral e demonstra solidamente o lugar central do comércio negreiro no desenvolvimento económico europeu. Mostra também que, por sua vez, o capitalismo industrial desenvolvido ajudou a destruir o sistema escravocrata. Ao realçar a exploração do capitalismo comercial e os seus laços com as atitudes raciais, Williams empregou uma visão historicista pioneira”. |
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Louis-Georges Tin, 2013. Esclavage et réparations. Comment faire face aux crimes de l’Histoire…. Stock « …A reparação é o fundamento de toda a justiça. Quando uma injustiça é cometida, deve ser reparada. Se se reconhece que o trafico negreiro foi um crime, então é necessário repará-lo. Se recusarmos a reparação, pomos em dúvida o carater criminoso do facto. Os escravos e seus descendentes nunca deixaram de advogar pela reparação: lutaram para obter, segundo os casos, compensação, ajudas para o regresso à Africa, pedaços de terra, reformas, bolsas de estudo, memoriais culturais ou simbólicos. De Condorcet a Desmond Tutu, passando por Lincoln, Martin Luther King, Malcolm X, Frantz Fanon e Aimé Césaire, todos advogaram a favor de reparações ». |
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Fred Célimène, André Legris, 2002. L’économie de l’esclavage colonial. CNRS Editions « A economia das colónias francesas baseou-se durante muito tempo no trabalho servil. Sem falar do caracter ideológico dos debates, os abolicionistas embateram contra potentes interesses económicos de colonos, financeiros e armadores. Os economistas do período clássico (Adam Smith, Jean-Baptiste Say, Simonde de Sismondi…), testemunhas diretas do funcionamento e da abolição da escravatura, colocaram questões essenciais sobre a sua persistência, a sua eficácia relativa, as condições do seu declínio e a transição para um mercado de trabalhio livre. Graças ao estudo dos fundamentos da instituição do trabalho servil e da história das ideias económicas, esta obra propõe pela primeira vez uma visão completa da escravatura comparada com o trabalho assalariado » |
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De la nécessité d’adopter l’esclavage en France. Texte anonyme de 1797 présenté par Myriam Cottias et Arlette Frage. Bayard, 2007 « A história da escravidão resurgiu recentemente no debate contemporâneo, rompendo assim de modo violento o silêncio no qual a tinham conservado. O universalismo republican foi largamente abanado pela exclusão ressentida pelos descendentes dos escravos. É nesta obra que Myriam Cottias e Arlette Farge descobriram este documento, inédito e desconcertante. Na França de 1797 após a Revolução, este texto, com data de 1797, preconiza o estabelecimento da escravidão, como remédio contra a indigência e a delinquência. É uma testemunha da ideia que prevaleceu durante todo o século, de que a escravatura dava « felicidade » ao zé povinho miserával e permitia resolver o problema social da problema. « O Ocidente deve combater a ideia, até agora existente, de que os dominadores são, por natureza própria, os mestres do xadrez mundial, pois só eles sabem o que é a « verdadeira liberdade » (M. Cottias et A. Farge) » |
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Edouard Glissant, 2012. Les mémoires des esclavages et leurs abolitions. Galaade et l’Institut du Tiers-Monde « As memórias das escravidões pessoais ou públicas, aqui reunidas, textos de análise ou de ação, textos sobre a iniquidade ou a libertação, proclamações ou decretos, confidências ou lamentações, poemas ou apelos, balizam de um modo evidente o caminho que decidimos percorrer juntos nesta obra. Devemos habituar-nos a não consumir passivamente as lições resultantes destes textos e de muitos outros, de tantos gritos e cantos, pensamentos e intenções … mas a meditá-los, e a trabalhar a sua matéria, a ensiná-los entre nós, que as nossas intuições se cruzem…” |
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Olaudah Equiano, 1999. The Life of Olaudah Equiano or Gustavus Vassa, o Africano. Dover Thriff Editions. Tradução francesa: Olaudah Equiano, 2012. Ma véridique histoire. Mercure de France. “Narrativas feitas por escravos são acusações muito fortes dos horrores da escravtura e opressão, de inestimavel valor tanto no que diz respeito às histórias que contam como do seu elevado nivel literário. Este livro de Olaudah Equiano é uma dessas histórias. Um relato potente que agarrou e fascinou leitores assim que foi publicada em Londres em 1789, a narrativa descreve o percurso formidável de Equiano da catividade até à liberdade e à instrução. Cartografando o percurso da sua vida como príncipe Igbo que era na que é atualmente a Nigéria até ao Novo Mundo, Equiano descreve os vestuários, agricultura, indústria, comércio, rituais, superstições e cerimónias religiosas da sua terra natal. Fornece detalhes fortes e mordazes do seu rapto e os seus terríveis sofrimentos a bordo do navio negreiro, a sua participação nas guerras francesas e indianas assim como das suas vicissitudes e aventuras até que finalmente se estabelecu na Inglaterra e se tornou numa figura central do movimento abolicionistas » |
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Bernard Lugan, 2004. Atlas historique de l’Afrique à nos jours. Editions du Rocher « Cobrindo toda a história do continente africano (dos primeiros australopitecos ao ano 2004), ilustrado com 150 cartas comentadas, o Atlas histórico da Africa é indispensável a todos os que desejam compreender a fundo as qestões africanas”. Um capítulo é consagrado aos tráficos negreiros transatlânticos e muçulmanos. |
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Marika Sherwood, 2007. After abolition. Britain and the Slave Trade Since 1807. I. B. Tauris “Com a abolição do comércio de escravos em 1807 e a Lei da Emancipação de 1833, parecia que a Grã-Bretanha se tinha lavado as mãos da escravatura. Não foi assim, segundo Marika Sherwood que imediatamente dá o tom neste novo livro provocador. De facto, Sherwood demonstra que a Grã-Bretanha continuou a contribuir para o comércio de escravos e a beneficiar dele muito depois de 1807, até mesmo no século vinte… Ela descreve como a escravatura continuou a ser uma parte importante dos investimentos, comércio e Império britânicos, especialmente no que diz respeito ao financiamento e ao fornecimento de mercadorias para o comércio de escravos e o uso de produtos produzidos por escrvaos. Negociantes, construtores de barcos, seguradoras, banqueiros e manufatureiros assim como investidores britânicos beneficiaram do comércio de escravos e da utilização de escravos nas plantações, quintas e minas. Os seus lucros sustentaram o desenvolvimento britânico, e provavelmente também o de duas das grandes cidades industriais do século dezanove: Manchester e Liverpool. O mundo financeiro da Bolsa de Londres também estava dependente da escravidão que – direta ou indiretamente – forneceu emprego a milhões de pessoas”. |
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Eugene D. Genovese, 1976. Roll, Jordan, Roll. Vintage Books Este livro “trata de um número incrível de tópicos e fornece novos conhecimentos praticamente em cada página. O dom principal de Genovese é a sua capacidade de penetrar nos espíritos tanto dos escravos como dos seus mestres, revelando não somente como é que eles se consideravam a si próprios e consideravam uns aos outros, mas também como as suas contradições agiam entre si” (David B. Davis, The New York Times Book Review. “Narrativa histórica impar e análise funcional sensível de uma grande região e de um período importante da sociedade Americana em geral e da comunidade Afro-Americana em particular” (Orlando Patterson, The New Republic. |
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Emile Eadie (sous la direction de ), 2011. L’Esclavage de l’Africain du 16e au 19e siècle. Les héritages. Presses Universitaires de Perpignan & Association Dodine “O colóquio pluri-disciplinar e inernacional A escravidão do africano do século 16 ao século 19… não foi, como muitos podiam pensar no início mais um colóquio, tendo em conta os vários encontros que tinham sido organizados sobre o tema da escravidão no continente europeu” Esta obra contém os documentos seguintes:
- Liliane Fardin. Aimé Césaire et Georges Desportes, deux éclaireurs d’avant-garde
- Pascal Kaly. Les littératures négro-africaines et la lutte pour l’auto-affirmation das les Amériques. Le cas des afro-brésiliens
- Manuel Norvat. La négritue recomposée.
- Milka Valentin-Humbert. Le conte de tradition orale dans les Amériques Noires. Quel lien avec l’Afrique ?
- Daniel Seguin-Cadiche. Traces de l’Afrique: Quand les écrivains de la Caraïbe voguent entre réalité, rêves et mythe
- Nanétha Vete-Congolo ; L’Africain en Amérique ou la créativité de l’interoralité.
- Maria Antonieta Antonacci. Dé-colonialité des corps et des savoirs : essai sur l’eurocentrisme dans la diaspora
- Erika Thomas. L’œuvre d’Aleijadinho. Perspectives historiques et représentations cinématographiques
- Cécile Ravauger. Les francs maçons noirs, héritiers de Prince Hall, esclave affranchi
- Certus Saint-Louis. Haïti et l’invention de liberté dans la Caraïbe
- Emile Eadie. Norbert Rillieux et d’autres Nègres inventeurs des Etats Unis au 19e siècle
- Geneviève Leti. Une médecine traditionnelle à base de plantes. Un héritage à conserver
- Jean Moomu. Les Boushinengue du Surinam et de la Guyane Français: le modèle architectural développé, une clé de lecture de leur évolution
- John Picard Byron. Jean-Price Mars, la formation de « l’école haïtienne d’éthnologie » et sa dynamique politique
- Julio Moracèn Naranjo. Représentation & présentification pour une anthropologie de lka « Transculturation »
- Victorien Lavou Zoungho. Ajiaco/Transculturation de Fernando Ortiz : suspension ou célébration des tracés africains à Cuba ? Quelques questionnements
- Sheila Walker. Une carte africaine des Amériques vue à travers les prismes de la Martinique
- Mamadou Badiane. Divines semences : perdues en Afriques, retrouvée aux Amériques
- Hédia Khadar. Femmes et rites de possession en Afrique Sub-saharienne, en Tunisie et au Brésil
- Rémi Astruc. La sensibilité grotesque dans l’art afro-américain : un hérutage de l’esclavage ?
- Joseph Jos. Le JAZZ : entre diversion et subversion.
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Toni Morrision, 1985. La chanson de Salomon. U.G.E. 10 18 Toni Morrison, com a « Chanson de Salomon, regressou às fontes da odisseia do povo negro americano e delas fez brotar um romance-saga, cheio de cheiros e sensualidade, crueldade e humor. Se o romance parece focalizar-se sobre o destino de um jovem confrontado com problemas de adolescência, a sua iniciação amorosa e sexual, a caça aos lingotes de ouro abandonados pelo pai, La Chanson de Solomon é antes do mais, a opera da escravidão, a ressureição foisonnante das lendas africanas que a tradição oral transmitiu de geração em geração e às quais Toni Morrison da voz, forma e eternidade. |
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Maryse Condé, 1984. Ségou. Tome 1 : Les murailles de terre. Robert Lafont Nos finais do século XVIII, a Africa é ainda a Africa. Um continente nobre e intacto. Entre Bamako e Tomboctou, Ségou é um reino florescente. Os Bamaras – politeístas e animistas – um povo invencivel. Culto dos anciãos, sacrifícios rituais, cantos dos djidius… tudo parece imutável. Contudo, grandes transtornos estão a ser preparados. A escravidão existe por todo o lado. Os Eurpoeus consideram-se grandes civilizadores. O islão – considerado no inicio como uma cultura exotica trazida pelas caravanas arabes – ganha terreno…O tempo das infelicidades começa. A família de Dousika Traoré – nobreza Bambara – foi a mais afetada. Quatro filhos dele foram lançados como palha na tormenta da Historia e terão destinos terríveis… |
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Isabel Allende, 2009. A Ilha debaixo do mar. Edições INAPA Para quem era uma escrava na Saint-Domingue dos finais do século XVIII, Zarité tinha tido uma boa estrela: aos nove anos foi vendida a Toulouse Valmorain, um fazendeiro rico, mas não conheceu nem o esgotamento das plantações de cana, nem a asfixia e o sofrimento nos moinhos, porque foi sempre uma escrava doméstica. A sua bondade natural, força de espirito e noção de honra permitiram-lhe partilhar os segredos e a espiritualidade que ajudavam os seus, os escravos, a sobreviver, e a conhecer as misérias dos amos, os brancos. Zarité converteu-se no centro de um microcosmos que era o reflexo do mundo da colonia e as personalidades de uma cruel conflagração que acabaria por arrasar a sua terra e atira-los para longe dela. Quando foi levada pelo seu amo para Nova Orleães, Zarité iniciou uma nova etapa onde alcançaria a sua maior aspiração: a liberdade. |
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Alex Haley, 1994. Queen. Librairie Plon Neste livro, Alex Haley, o autor de Raizes oferece, « com o mesmo impeto, a segunda parte da historia tumultuosa e ardente da sua familia, desta vez, a do seu pai ». Nos finais do século XVIII, James Jackson, um imigrante irlandês estabelece-se em Alabama e compra uma plantação que explora com a ajuda de escravos fiéis e submissos. « No entanto, o amor do seu filho apaixonado por uma jovem escrava de um temperamento de aço vai mudra profundamente a ordem estabelecida. Desat união nasce Queen a avo do autor.Alex Haley, com a ajuda de David Stevens, « evoca o destino inesquecivel de personagens que, através dos seus amores, as suas duvidas e as suas conviçoes, contribuiram a forjar a historia da América de hoje. |
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Michael White, 2009. Le chasseur d’âmes. Albin Michel Para Auguste Cain, o caçador de almas, devolver a um rico agricultor da Virgina, uma bela escrava mestiça fugitiva, é um meio de ganhar muito dinheiro e abandonar a profissão pouco honrosa de cacçador de prémios Odisseia selvagem através dos Estados Unidos em véspêras da Guerra de Secessão, O caçador de amas, explora com um profundo humanismo o encontro entre dois destinos qje tudo opõe tendo como pano de fundo o drama da escravidão. |
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Erskine Caldwell, 1993. Dois Negros em Estherville. Edições Livros do Brasil Escreveu Erskin Caldwell : « Na minha opinião, errada ou acertada, o mundo esta povoado de homens e mulheres que nasceram das paginas de ficção. Se estas criaturas imaginarias são, na verdade, convincentes, o leitor tem a certeza de que o auto resta a ocultar, inteligentemente, o que um escritor faz sem que de tal se aperceba. O romance « Dois Negros em Estherville » vem confirmar, como seria natural, esta ideia do autor através de personagens que a ficção tornou reais, como o negro Ganus Bazemore, um rapaz gracioso e alto de 18 anos, ou a jovem Stephana, uma bela rapariga branca, alta e delgada, de 16 anos, que tudo fez para seduzir Ganus ». |
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Alex Haley, David Stevens, 1999. Mama Flora. Plon Neta de escravas, Flora cresceu ao mesmo tempo que o século. Levou uma vida miseravel fazendo a colheita de algodão. Aos dezasete anos de idade é seduzida pelo arrogante Lincoln, que a faz trabalhar para a avo como dama de companhia. Despedida uma semana mais tarde, da à luz uma criança que a familha lhe retira, o que a obriga a abondonar Georgia. Sozinha e sem meios, ela instala-se numa pequena cidade de Tennessee onde trabalha como criada. Apesar da sua desconfiança dos homens, ela é conquistada por Booker. Desse casamento nasce Willie. A felecidade não dura muito : Booker é assassinado por ter roubado um pouco de algodão ». |
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Alex Haley, 1988. Le cavalier blanc. Sylvie Messinger, Editrice « O cavaleiro branco é Fletcher Randall, filho do agricultor sulista que em 1855, três anos antes do inicio da Guerra de Secessão descobre o Norte dos abolicionistas e o pacifismo militante dos Quakers e a atividade clandestina dos Caminhos de Ferro Subterrâneos, a organização secreta que criaram para ajudar os escravos a evadirem-se. Alex Haley conta como Fletcher Randall escolheu entre a sua herança de filho de um senador propriétario de escravos e as suas convicções, como vai conhecer Harpin’ John o rei da harmonica e como os dois homens se vão aliar para contornar ameaças e perigos » |
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Kangni Alem, 2009. Esclaves . Editions Jean Claude Lattès « 1818. Reino do Daomé. Apesar dos tratados de abolição, o comércio da vergonha continua a prosperar. Roi a costa, semea ruinas e medo, enriquece os eslavagistas e os seus aliados. Os mais fracos são vencidos e as suas vidas são totalmente transformadas. O unico que se levanta contra a escravidão, o rei Adandozan, é destituido. Perde o poder e o apelido. O seu mais fiel apoio, um jovem mestre de ritos, é vendido a um negociante inglês e enviado para o Brasil. Kanagani Alem conta-nos com paixão, a historia desse homem, personagem extraordinaria que conheceu a prisão, o porão dos barcos negreiros, o Brasil e os seus campos da cana-do-açucar. Participa nas grandes revoltas e, apos oitenta anos depois de escravidão, regressa à Africa para honrar a memoria do seu rei morto e esquecido » Este livro retraça de forma magnifica o destino dos que são conhecidos como os Afro-brasileiros |
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Barbara Chase-Riboud, 1994. La fille du Président. Albin Michel « A mãe era a Virginienne, uma escrava. O pai, Thomas Jefferson, o Presidente. A sua historia é inequescivel. Harriet Hemings tem 21 anos quando, com o acordo do pai, foge de Monticellol, a plantação onde nasceu. Ela instala-se então em Filadélfia onde, graças a cor clara da sua pele, consegue passer por branca. Mas, nem o amor de dois homens, nem a amizade da bela Charlotte, nem a luta exaltada em favor do abolicionismo conseguem que ela esqueça qua a sua vida dupla é baseada numa mentira. Com efeito, visto que um oitavo do seu sangue é negro, ela é considerada escrava por lei. « Com a perspicacia de uma historiadora e o coração de uma contadora de historias, Barbara Chase-Riboud retraça o destino comovente desta mulher tormentada pelas conradições secretas que caracterizam a América da sua época. » |
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Barbara Chase-Riboud, 1981. La virginienne. Albin Michel « Durante trinta e oito anos, a bela Sally Hemings, uma escrava mestiça foi concubina de Thomas Jefferson, o futuro presidente dos Estados Unidos que nunca quis liberta-la. Esta relação começa em Paris em 1787 onde Jefferson, o futuro presidente dos Estados Unidos, é Embaixador. Sally Hemings so tem quinze anos mas ja possui o poder de sedução e a força de caracter graças às quais sera conhecida como a Venus africana, indomável. Esta é uma empolgante historia de amor entre mestre e escrava o que simbolisa a ambiguidade de uma nação que sera durante muito tempo despedaçado pelo segregacionismo « |
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Maryse Condé, 1998 Tome 2 : La terre en miètes. Robert Lafont « No La terre en miètes o destino da segunda geração dos Traoré, da linhagem nobre dos Bambara, transtornada pela invasão islamista provocada pelos Toucouleurs que se isntalaram em Ségou em 1860. Uma família dividida entre as suas raízes, o islão e brevemente o catolicismo. A fatalidade que se abate sobre um povo e a sua cultura, sem que a França do segundo Império se aperceba da gravidade dos acontecimentos. Este gesto, povoado de figuras inesquecíveis de mulheres, é simultaneamente um grito de esperança, um canto de agonia e um apelo à tolerância”. |
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Edward P. Jones, 2004. El mundo conocido. Tropismos “Henry Townsend, agricultor, sapateiro e antigo escravo negro, tem um protetor pouco comum, William Robbins, talvez o homem mais poderoso do condado de Manchester, no Estado da Virginia, antes da guerra civil nos Estados Unidos. Após ter conseguido a sua liberdade, Henry converteu-se em proprietário da sua própria plantação, assim como dos seus próprios escravos. Quando morre, Caldonia, a sua viúva, sucumbe a uma dor profunda e tudo começa a desmoronar-se na plantação: escravos que fogem à noite e famílias que antes tinham encontrado amor sob o peso da escravatura começam a atraiçoar-se umas às outras. Mas para além da fazenda Townsend, o mundo conhecido também tem os seus pontos baixos: patrulheiros brancos mal pagos montam guarda, enquanto “especuladores” de escravos vendem negros libertados de novo como escravos e há rumores de rebeliões de escravos contra famílias brancas a quem tinham prestado serviço durante anos. El mundo conocido conta a vida de negros libertados e escravos, brancos e índios e permite-nos ter uma compreensão mais profunda do mundo multi-dimensional criado pela instituição escravocrata”. |